As aventuras diárias de uma mulher que já chegou aos 30, em cima do salto (do alto de um tamanquinho cor de rosa choque!) e FELIZ DA VIDA. Críticas, sugestões, experiências a compartilhar, receitas de pratos saborosos, por favor, escreva para meninasde30@yahoo.com.br.

Se eu fosse você ia lá olhar as coisas que ele vê quando olha para o céu...

Vou aqui e leio sempre (apesar de nem sempre comentar)...:

A patifariatotal
Balanço de dez em dez
Drops da fal
Enfim
Escrevira
Focando
Garotas que dizem ni
Lucidez embriagada
Mme. Mean
Mafalda Crescida
Megazona
Megeras Magerrimas
Mondo Redondo
Ninguém lê essa porcaria
Não discuto
The Garden
Urdidura

Pelo menos uma vez por dia...:

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MENINAS DE 30



Sábado, Fevereiro 25, 2006

Os humildes que me perdoem.
Mas um pouco de alugação é fundamental.


Aqui vos fala uma jovem e loira mestre, aprovada, com unanimidade, com nota 10 pela banca de defesa do mestrado. Dessa vez, acho que vai demorar para eu deixar de achar que life is sooooooooooooooooo beautiful.



:: postado por Menina de 30 #6:04 PM


Quinta-feira, Fevereiro 23, 2006

É hoje. Às 10:30h. Torçam por mim.



:: postado por Menina de 30 #2:23 AM


Quarta-feira, Fevereiro 22, 2006

Malvadezas deliciosas


Você está tentando construir uma vida nova, sem maldade, sem rancor, sem ódio no coração. Quietinha, trabalhando em silêncio, correndo atrás do seu prejuízo. Aí, vê, de relance, a presidente do sindicato das porta-copos trajando, num fim de tarde de verão, um macacão estilo Panteras, na cor vinho, frente única, of course, com zíper nas costas até quase a bunda da autoridade em questão. Imediatamente, você, que somente precisa de uma desculpinha barata para entrar no papel de megera, pensa wow, deve ser a fashion week do mundo bizarro.



:: postado por Menina de 30 #12:17 AM


Sábado, Fevereiro 18, 2006

Dos momentos em que você tem orgulho de quem é


Ele: Vc já percebeu que, de uma forma geral, em todas as conversas que tivemos esse ano e que envolveram esse tema vc foi desafiadora, crítica?

Ela: ESSA SOU EU. Eu sou desafiadora e crítica. E esse é um motivo pelo qual gente famosa e renomada me acha boa. Esse é o motivo pelo qual a maior parte dos meus amigos ligam para mim quando têm um problema insolúvel. O fato de eu ter me encolhido por tanto tempo perante vc não fez com que eu deixasse de ser quem eu era. Quem eu sou.



:: postado por Menina de 30 #5:17 PM


Terça-feira, Fevereiro 14, 2006

VAI
vem


E ele vai te penetrar as entranhas. Vai te fazer frágil. Vai te fazer forte. Vai percorrer todos os teus espaços em branco. Vai levar calor por cada centímetro de pele por onde passar. Vai causar frio em lugares estratégicos.

E ele vai aumentar tua temperatura para 40º. Vai te causar convulsão. Vai te fazer delirar. Vai criar uma realidade louca, incompreensível, inimaginável. Vai te fazer alternar sonhos e pesadelos.

E ele vai te causar dor. Vai te fazer chorar. Vai te trazer melancolia. Vai te deixar assim desamparado. Vai te sugar as energias. Vai te fazer perder o rumo. Vai te deixar desnorteado. Vai te fazer exímio mordedor do próprio rabo.

E ele vai te fazer especialista, expert em tudo e coisa nenhuma. Vai te deixar atento aos pequenos detalhes, às grandes sutilezas. Vai te mostrar as nuances, as milhares de tonalidades cinzentas entre o preto e o branco. Vai te fazer maduro. Vai te mostrar alguns preços exorbitantes.

E ele vai te fazer inquilino do teu próprio corpo. Vai te tomar de assalto. Vai te cuidar. Vai te negligenciar. Vai te preencher por completo. Vai te deixar vazio. Vai ser teu melhor amigo. Vai ser teu pior inimigo. Vai te fazer alternar entre sim e não.

E ele vai te abandonar nas madrugadas nubladas. Vai te fazer companhia nas manhãs de sol. Vai caminhar ao teu lado de mãos dadas. Vai te fazer feliz. Vai sair radiante naquela tua foto sorridente.

E tem horas em que você o chamará de ódio. E tem horas em que você perceberá que é amor.



:: postado por Menina de 30 #2:41 AM


Sexta-feira, Fevereiro 10, 2006

Sobre o medo


Da minha mãe herdei sua mais admirável qualidade: a coragem. Aliás, nela, como em mim, acho que a coragem ganhou proporções irresponsáveis. Somos, as duas, temerárias, imprudentes, atrevidas. Aquele tipo louco que não tem medo porque, em muitas situações, não tem noção do perigo. Dela ouvi, por mais tempo do que consigo lembrar, filha, só tenho medo dos castigos de Deus - e, mesmo assim, dos fortes, porque os pequenos eu encaro.

Minha mãe corajosa, temerária, louca fez coisas de que eu preciso me lembrar o tempo todo, para lembrar o quanto ela, apesar do milhão de diferenças que temos, é admirável. Lembro da vez que o carro dela não quis pegar, pela enésima vez naquele mês, e ela avisou antes de conseguir sair atrasada para a reunião que o carro problemático, daquele dia, não iria passar. Batata. Chegou a noite e ela, sorriso rasgado no rosto, entrou na garagem com um Gol verde metálico bem clarinho, coisa mais linda, ainda mais se comparado com aquela Brasília verde abacate com que saiu para trabalhar. Tem também a vez que meu pai viajou a trabalho e ela, grávida de 3 meses, recém-casada, conseguiu empréstimo para dar entrada num apartamento, de tal modo que, na chegada da viagem, já tinha rolado mudança dos móveis da casa da sogra para o primeiro ap dos pombinhos. Minha irmã mais velha, noiva de um cara de família tradicional e entojada, ganhou um casamento para 400 pessoas numa época em que a grana estava curtíssima, porque nossa mãe-super-heroína deu um jeito em tudo para não deixar nenhum sonho na mão.

Tantas, tantas, tantas histórias de coragem, de garra, que me dão identidade de um jeito especial. Deus sabe, há poucas raízes tão lindas, tão firmes, tão fortes quanto essas. Dias atrás ouvi: por que você não pára nunca, por que não se dá um tempo entre um objetivo e outro, por que está sempre lutando desvairadamente por alguma conquista? A resposta está guardadinha aqui em mim: sou quem sou porque sou filha da minha mãe.

Mas, esse não é post da coragem. É o post do medo e, em alguma medida, da covardia.

Minha mãe corajosa, temerária, louca fez coisas lindas a vida inteira por todos o que estavam ao redor dela. Mas, tão pouco por si mesma. Abriu mão da faculdade de arquitetura, que era seu sonho. Enterrou-se viva num casamento sem amor, cheio de lembranças dolorosas e tristes. Está, há mais de vinte anos, muito acima do peso, logo ela que era linda de tirar o fôlego. Jamais visitou os lugares distantes que sempre sonhou conhecer. Ah, minha mãe sempre teve tanta garra, mas fez tão pouco por ela mesma. E, com ela parecendo tanto, em tantas coisas, sinto medo, muito medo de também nisso me assemelhar. O maior medo. Assombrador, aterrorizador e petrificante. Não conseguir ser corajosa, destemida, temerária, imprudente para realizar meus próprios sonhos. Medo dessa tendência de insistir nas mesmas escolhas erradas de sempre e um dia descobrir que elas me impediram de ser quem eu poderia ser, de viver o que eu poderia viver. Medo de não aprender a separar amor e doença. Medo de confiar nos meus instintos, quando eles já erraram tão violentamente em relação a certas percepções. Medo, medo, medo.

Coragem. Medo. Coragem. Medo. Quanto desequilíbrio, quanta simetria.



:: postado por Menina de 30 #1:38 PM


Terça-feira, Fevereiro 07, 2006

Rapiditas: para matar a saudadon.
Especial porrete no início da semana



Pára tudo e me responde: tem alguém para quem você pode ligar à meia-noite da segunda-feira, dizendo que está precisando de colo? Alguém com quem você possa chorar convulsivamente por quase uma hora, até desligar o telefone dando risada? Não? Então, pára tudo e vai arranjar. Djá. Eu insisto.

Dispense o fogão. Dispense a máquina de lavar-roupa. Dispense o DVD. Dispense a TV de 29 polegadas (a de 20, pelamordedeus, é básico demais - você precisa ter). Fique com uma geladeira potente, com uma grade especial para bebidas, em que você vai colocar uma vodka de qualidade e uma coca light, para uso especial. Por uso especial, entenda as madrugadas de segunda-feira potencialmente depressivas. Fique de porre antes das 4 da manhã. Eu insisto.

Joss Stone, Damien Rice, João Gilberto (Stan Getz), que nada... para curtir a bebedeira na segunda-feira de madrugada, você precisa ouvir Marisa Monte, mais precisamente a Dança da Solidão. Ou, quando muito, Losing my religion (R.E.M). Eu insisto.

Você está com um puta-ódio-do-caralho. Você quer assassinar O Cara. Na sua mente, todas as respostas fueda devidamente articuladas. Eis que O Cara, perto da uma da manhã, te chama no MSN, perguntando se está "tudo bom". E você está no telefone, chorando as pitangas, portanto, não pode mandá-lo, como exige o seu ego descontrolado, à putaqueopariu. E mais: quando volta para o MSN, o babaca já está off-line. Mantenha a classe e não ceda à tentação de mandar um torpedo para ele, dizendo morra Eu insisto.

Pare e pense no quanto você é pretensioso(a). Acha que, por te abandonado os diários ou agendas, se tornou um ser humano superior, maduro e equilibrado. Numa madrugada de segunda-feira, vá até os arquivos dos últimos doze meses do seu blog e leia todos os textos, percebendo quão infantil, bobo(a), idiota você ainda é. Eu insisto.

São quase 3 anos de vida blogueira. Você está bêbado(a). Lê os textos pretéritos e adora todos, e se emociona com todos (afinal, todo(a) bêbado(a) é sentimental). O que fazer? Enquete com seus leitores fiéis para perguntar quais os textos favoritos e montar uma coletânea, e enviar para todas as editoras possíveis e imagináveis, e publicar para O Cara ver que, além de tremendamente talentosa no mundo "formal", você também manda bem no mundo literário. Eu insisto.

De madrugada, meu(minha) caro(a), todos os babacas são pardos. Eu insisto.

Você, definitivamente, precisa tomar um porrete de vodka numa casa em que apenas você vai presenciar a ressaca. Se não for possível, por favor, planeje a mudança DJÁ. Eu insisto.

Em síntese, ser mulher é: sentir depressão porque o seu sapato novo de couro cru teve de "nadar" na tempestade; passar 15 minutos no telefone discutindo qual é a melhor opção - alisar os cabelos ou transformar-se numa loira gostosa (e, falsamente, burra); cheirar o "aroma" dos cabelos 500 vezes no dia em que os lava... Eu insisto.

Disse, em algum lugar, que a "dosagem" perfeita de vodka são 3 doses. Há, contudo, grandes chances de obter resultados favoráveis com 2 doses reforçadas (algo em torno de 100 ml de álcool para cada 200 ml de bebida neutra - coca light included). Eu insisto.

Foram-se os dias em que homens enchiam a cara para lidar com as dificuldades da vida. Agora, mulheres também o fazem. Vivam com isso, Losers. Eu insisto.



:: postado por Menina de 30 #3:30 AM


Segunda-feira, Fevereiro 06, 2006

Pára-esquisitos


Já disse: existem os pára-raios e os pára-esquisitos, como djo. Sim. Eu sou essa pessoa que atrai serzinhos esquisitinhos, nas situações mais vexatórias do mundo. Hoje, foi uma reunião. Eu era, por assim dizer, a "caçula" do grupo. Tratava-se de uma reunião, supostamente, de bem vinda ao time. Ou, so I believed. Eis que, do nada, os outros dois participantes da reunião começam a trocar farpas. Língua-presa-disfarçada dando esporros nada sutis por supostas falhas* passadas, Senhorita-eu-sou-a-mulher-mais-ocupada-do-mundo se desculpando por supostas falhas* passadas. Clima de tensão total, que eu, ingênua, naïve, tive de aguentar com aquela cara de hello-toda-atenção-para-mim-que-sou-novata-e-egocêntrica-por-favor.

Acabada a reunião, Hello-toda-atenção-para-mim-que-sou-novata-e-egocêntrica-por-favor é praticamente tocada em direção ao estacionamento, desanimada, tensa, frustrada. E, de quebra, ainda topa com um certo carro novo, do preço de um apartamento razoavelmente bem localizado, com uma placa que torna inconfundível seu proprietário, sem poder SEQUER fazer um risquinho com a chave que segura nas mãos. Um só risquinho, vejam bem. Se mulheres casadas, ao se separarem, têm direito à pensão, por que mulheres solteiras, bem resolvidas, independentes, que lavam suas calcinhas e pagam suas contas não têm direito de afogar as mágoas em alguns arranhões inocentes, com custo provável na casa dos 20 salários mínimos? É pedir demais? É querer muito? Não. Mas, afinal, se Murphy estava à solta, por que se arriscar a ser pega, não é mesmo? Quem sabe num dia de mais sorte... quem sabe uma noite mais escura!

* Falhas é como as mocinhas de boa estirpe se referem às vulgas cagadas.



:: postado por Menina de 30 #11:02 PM


Sábado, Fevereiro 04, 2006

Perguntas e respostas


E você me perguntaria o que houve. Eu diria que foram tempos difíceis. Tantas vezes fui quase vencida - pelo cansaço, pela descrença, pela tristeza.

E você me perguntaria se poderia ter feito alguma coisa. Eu diria que você poderia me segurar a mão, me fazer acreditar que daria tudo certo. Ser para mim o que consegui ser para você há tão pouco tempo, como denunciam essas lembranças em brasa dentro de mim.

E você me perguntaria por que não aceitei a ajuda que você esteve disposto a dar. Eu diria que o pouco caso velado das suas palavras me congelou as pernas, me tirou o fôlego, me fez o coração saltar uma batida. Fiquei de tal modo confusa que cheguei a anuir com aquele jogo que aceitei jogar por tanto tempo - sou-maduro-terapeutizado-e-tremendamente-egoísta.

E você me perguntaria por que as acusações não foram feitas na hora. Eu diria que é difícil superar velhos hábitos. E, sabe, precisei abrir mão de um pedaço de mim para reconhecer quanta distância há entre quem você é e quem eu achava que você fosse.

E você me perguntaria o que significa tudo isso, afinal não há espaço para grandes iniciativas na falsa maturidade que você assume perante o mundo. Eu, com essa mania de ver beleza na tristeza, apenas diria que é o diário da minha desilusão.

E você me perguntaria se vou te perdoar algum dia. Eu diria que estou cansada. De ser forte e inabalável. De tornar as coisas, sempre, tão simples para você. De ser generosa, e madura, e equilibrada. Enquanto guardo toda a dor só para mim, para equacioná-la sozinha, naqueles minutos antes de dormir em que choro copiosamente, pensando que nada faz sentido...

E você, do alto do seu egocentrismo, me perguntaria se posso ser mais clara. Eu diria simplesmente que hoje, em mim, há apenas a vontade de ser pequena, mesquinha, infantil e rancorosa. Te fazer mal, te ferir, te magoar profundamente. Talvez um dia, daqui a muito tempo, consiga te dar o benefício da dúvida, se for embora esse gosto amargo que ficou na boca.

Mas você não faz perguntas. Prefere a tranqüilidade proporcionada pelo castelo de cartas de baralho em que mora tua consciência. Enquanto eu fico aqui, me dando conta de que o silêncio também pode ser curativo. E, talvez, não demora muito e todas as minhas respostas vão embora. Rumo ao esquecimento, para, quem sabe, te fazerem companhia quando chegarem.



:: postado por Menina de 30 #8:02 PM


Quinta-feira, Fevereiro 02, 2006

Corrente da Fal: momento revelação



1. Pegue o livro mais próximo de você.
2. Abra o livro na página 23.
3. Ache a quinta frase.
4. Poste o texto em seu blog junto com estas instruções.

"Não vou mais suportar a porra de namoros de novo"



:: postado por Menina de 30 #10:50 AM

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