As aventuras diárias de uma mulher que já chegou aos 30, em cima do salto (do alto de um tamanquinho cor de rosa choque!) e FELIZ DA VIDA. Críticas, sugestões, experiências a compartilhar, receitas de pratos saborosos, por favor, escreva para meninasde30@yahoo.com.br.

Se eu fosse você ia lá olhar as coisas que ele vê quando olha para o céu...

Vou aqui e leio sempre (apesar de nem sempre comentar)...:

A patifariatotal
Balanço de dez em dez
Drops da fal
Enfim
Escrevira
Focando
Garotas que dizem ni
Lucidez embriagada
Mme. Mean
Mafalda Crescida
Megazona
Megeras Magerrimas
Mondo Redondo
Ninguém lê essa porcaria
Não discuto
The Garden
Urdidura

Pelo menos uma vez por dia...:

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MENINAS DE 30



Sábado, Julho 30, 2005

Açúcar e amor



Amor é lindo, é doce, mas, enjoa. Então, fiz um pacto comigo mesma para dar um tempo em falar de amor aqui. Não queria estimular a formação de leitores diabéticos. É engraçado perceber como conseguimos ser tão tolos em relação a algumas coisas. Porque escrevemos o que somos. E somos o que sentimos. São as histórias da nossa vida que nos inspiram as melhores idéias para escrever, para dizer, em textos curtos ou longos, como nos sentimos em relação à vida. E, ao me privar de falar de amor, simplesmente tirei de mim a inspiração para escrever. Não sai mais nada. Sento na frente de uma tela em branco por horas, muito a fim de escrever algo legal, mas, na boua, não consigo. Culpa de quem? Do amor.

Essa é uma fase em que o amor tem mexido comigo de tantas maneiras diferentes. Não falo apenas do amor romântico, mas, também, do amor fraternal, do amor materno, do amor divino, do amor próprio. Tenho tantas histórias de amor em curso que me sinto tocada por um milagre especial.

Fiz escolhas de vida importantíssimas por amor a mim mesma; à pessoa que descobri ser; aos valores que descobri ter. Apesar das pedrinhas no meio do caminho, aconteceram, nas últimas duas semanas, fatos que confirmaram o acerto das escolhas. E esses fatos somente posso justificar pelo amor divino. Nos momentos de angústia e desespero, olho para o Homem Lá de Cima e peço que Ele faça alguma coisa para me permitir continuar acreditando. Não tem uma única vez que Ele não atenda o meu pedido e é tão bom me sentir amada por Alguém assim.

No meio de tudo, também me sinto abraçada pelo amor fraterno. Penso nas pessoas que estão ao meu redor, nos amigos queridos que a vida me deu, e tenho vontade até de chorar. Porque a proximidade deles torna cada momento triste tão fácil de ser suportado e cada momento de felicidade tão bom de ser partilhado. Os amigos me fazem sentir tão rica, tão absurdamente afortunada, a ponto de fazerem certas questões materiais parecerem uma piada sem graça.

E, claro, tem o amor por ele. Tão puro, tão cristalino, tão forte que me transforma e me melhora a cada dia. Tão grande que deixou de caber em mim há tanto tempo e, agora, vai se esparramando pelo caminho, contagiando minha vida, me dando brilho especial de dentro para fora, reduzindo os problemas à sua devida proporção, atribuindo o valor devido a cada coisa.

Tudo isso para dizer, meus caros, que nesse momento somente consigo ser amor. E quem eu sou vai estar aqui a cada texto, a cada suspiro não revelado, a cada tantinho de satisfação compartilhada. Para os diabéticos, recomendo diminuição da minha dose. Para os amigos e visitantes, agradeço por me aceitarem exatamente assim do jeito que sou - feita metade de açúcar e a outra metade, de amor.



:: postado por Menina de 30 #12:33 PM


Quinta-feira, Julho 28, 2005

Da série Esse mundo está perdido...


Ele: Você não acha que essa história já foi longe demais?

Ela: Ainda não tinha pensado nisso... por quê?

Ele: A gente está se vendo muito. Daqui a pouco, é capaz de estarmos envolvidos um com o outro. E isso não vai dar certo.

Ela: Sei...

Ele: Você não vai dizer nada?

Ela: Estou tentando achar um jeito de falar que não te magoe.

Ele: Pode falar. Fala.

Ela: Veja, é bacana quando a gente se vê. Você é um cara legal. Mas, durante esse tempo, o modo como me sinto em relação à história não mudou.

Ele: E como você se sente rem relação à história?

Ela: Sinceramente, para mim, até agora foi, é e continuará sendo apenas sexo. Nada mais. Não me apaixonei por você e não acho que isso seja possível. Porque somos muito diferentes.

Ele: Você não acha perigoso continuar?

Ela: Não. Pelo menos, não para mim. Mas, se você acha melhor, não nos vemos mais... na boa.

Ele: Também não é para tanto.

Ela: Estou preocupada com você, sabe?

Ele: Por quê?

Ela: Porque, na minha opinião, por trás de tudo o que dissemos agora está o fato de você estar se apaixonando por mim... E, se eu fosse você, não me apaixonaria por mim.



:: postado por Menina de 30 #12:18 PM


Terça-feira, Julho 26, 2005

REVIDE



Ultimamente, tenho feito muito isso. Pensar e falar nas coisas que aprendi com meus pais. Talvez seja um jeito de rever o papel deles na minha vida. Seja como for, nos últimos dias, refleti bastante sobre um ditadinho da minha mãe (que é rainha absoluta e imbatível dos ditados). Não lembro exatamente quais eram as palavras, mas o significado tem sido presente ao longo de toda minha vida. Ninguém pode ser feliz em cima da infelicidade dos outros. Claro, o amadurecimento me fez ver que essa afirmação reflete uma verdade relativa. Tantas vezes, simplesmente não depende de nós evitar a infelicidade alheia. Portanto, mesmo não desejando isso de modo algum, acabamos causando tristeza a alguém. Mas, essa constatação não tira, do ditadinho materno, seu sentido absoluto. Acho que, com um pouquinho de boa vontade, dá para interpretá-lo de um outro modo, entendendo que fazer o bem é um investimento sensacional. Quando contribuímos para a felicidade de outras pessoas, a vida sempre encontra um jeito de retribuir. E é tão absurdamente bom perceber isso enquanto ainda temos tanto, tanto tempo para colocar em prática.



:: postado por Menina de 30 #4:17 PM


Sábado, Julho 23, 2005

31 ANINHOS



Acho que a faixa etária dos 30 anos era a idade mais velha com que conseguia me imaginar quando criança. Minha preocupação, então, era saber se, com essa idade, ainda teria vontade de dançar, de me divertir, de aproveitar a vida enfim. Foram-se mais de vinte anos. E junto com a primeira linha de expressão do lado dos lábios, como eu já previa há pelo menos 10 anos, vieram as respostas. Sim. Ainda danço e cada vez que isso acontece é como se estivesse lavando minh´alma com sabão e amaciante e pondo para secar sob o sol mais quente possível. Me divirto imensamente do lado de pessoas que fazem parte da minha vida por escolha e, não, falta de opção. Aproveito a vida do jeito que posso, feliz, feliz por ter descoberto que não há outro jeito de viver. Não bastasse isso, bate em mim um coração apaixonado, recheado de mel quente e longos suspiros. Não tenho como negar, sou feliz. Tão feliz que me abstenho de fazer novas perguntas. Que venham as respostas por livre e espontânea vontade da vida. Aliás, que floresçam as flores. Belas, coloridas, irresistíveis. Porque já são tantos anos trabalhando para semeá-las. E feliz aniversário para mim.



:: postado por Menina de 30 #3:00 AM


Quinta-feira, Julho 21, 2005

MÉRITO



Acredito em mérito. Acho que foi ele o valor mais importante que meus pais me ensinaram. Desde muito cedo, me disseram que, fazendo por merecer, viria a recompensa. Então, aprendi a lutar. Nunca fiz corpo mole para a vida. Me agarrei com muita força a cada oportunidade. E, deus sabe, quantas oportunidades eu criei do nada, com muita, muita insistência. Perdi as contas da quantidade de vezes em que ouvi ser muito exigente comigo mesma. Mas, isso nunca me impediu de dar o meu melhor em cada situação. Aí, vem Dona Vida e me dá uma sapecada tão forte que me deixa até zonza. Olho em volta várias vezes, analiso tudo e somente consigo pensar que fiz o melhor que pude. Agora estou aqui, sentada num canto, olhando para o nada, passando pelo pior momento dos últimos tempos e pensando o que mais a gente pode fazer além de dar o nosso melhor. Me digam de verdade: o que acontece quando o melhor não é o bastante?



:: postado por Menina de 30 #8:25 PM


Quarta-feira, Julho 20, 2005

PARA MEUS AMIGOS



Acredito firmemente, pieguice à parte, que os amigos são a compensação divina por todos os momentos infelizes por que, de um modo ou de outro, acabamos passando na vida. São as pessoas que o Homem Lá de Cima colocou em nosso caminho para compartilhar cada passo, importante ou fútil, da nossa jornada. Cada um tem uma função, um papel específico que o torna especial. Temos os amigos para rir. E aqueles diante de quem não temos receio de chorar. Temos os amigos para fazer confidências. E aqueles que nos confiam os mais deliciosos segredos. Temos os amigos perante os quais podemos ser frágeis. E aqueles que, com uma só palavra, nos tornam mais fortes. O que todos têm em comum? Eles nos inspiram a sermos o melhor que podemos ser. Ou será que os amigos de verdade simplesmente nos deixam à vontade para ser quem conseguimos ser? Resposta difícil. Fácil é dizer que meus amigos queridos fizeram-me mais sensível, humana, generosa, carinhosa. E, por isso, somente posso, nessa oportunidade, dizer que eles moram no meu coração, num cômodo gigantesco com vista para o mar, onde o sol bate, aquecendo tudo, o dia inteiro. São, enfim, a família que escolhi.

Feliz dia do amigo, pessoas.



:: postado por Menina de 30 #1:26 PM


Sexta-feira, Julho 08, 2005

NO MUNDO BIZARRO


Certos acontecimentos me estimulam a acreditar na existência de um universo paralelo, também conhecido, por qualquer adulto que tenha assistido Super-Homem na infância, de mundo bizarro. São coisas tão absurdas, tão incrivelmente inacreditáveis que não podem ser reais ou, pelo menos, DEVEM fazer algum sentido numa outra dimensão invisível para os olhos do homem de média capacidade racional. Nos últimos dias, pensei nisso pelo menos cinco vezes. A primeira assistindo a um genérico do teste de fidelidade da MTV. O vídeo rolando no telão do programa, em que aparecia um cara na maior pegação com duas mulheres. Pegação FORTE. A namorada assistindo a tudo, tendo ataques de indignação em que insultava a integridade moral das moças que tentavam testar a fidelidade de seu namorado, que, inclusive, xingava o corpo da namorada perante as câmeras, para justificar a traição. Fala sério: precisa acreditar na existência de um mundo bizarro, né? Lá, certamente, humilhação em cadeia pública nacional é um instrumento de crescimento pessoal. É isso.

Aí, rola o segundo fato além-da-imaginação. Esse é do passado. Mas, sempre me causou espanto especial. Uma certa profissional é contratada para trabalhar num certo estabelecimento. Um mês depois, é convidada para uma conversa com os chefes, que lhe sugerem fazer uma proposta de redução salarial para continuar no emprego, já que constataram sua falta de qualificação para a função. Vejam, essa é uma situação mega-corriqueira no mundo bizarro. Lá, quando uma empresa está insatisfeita com o desempenho do funcionário, a última opção é a demissão. A tática adotada em 11 em cada 10 casos é a humilhação. Porque sem ela, não há crescimento pessoal.

Tem mais. Essa é ótima. O cara que vende morango na esquina do escritório de minha mãe. Ele me ofereceu uma bandeja por R$ 5,00 e três por R$ 20,00. Vai me dizer: é ou não é a melhor proposta de negócio que uma pessoa pode ter no mundo bizarro? Falar em negócio, lembrei da confeiteira que trabalhava perto do meu antigo escritório. Um dia perguntei mas, fulana, por que você não faz sanduíche natural para vender? E ela responde não dá, Pati, o pessoal consome demais e eu preciso gastar dinheiro para comprar a matéria-prima. Diante desse comentário, pensei meu deus, estou diante finalmente de uma pessoa que fez MBA em Administração de Empresas na Universidade de Harvard do mundo bizarro. Mas, acho que a melhor mesmo, primeiro lugar absoluto é para o novo mecanismo de publicidade das Tele´s. Aquela coisa sensacional de ligarem no teu celular às sete e meia da manhã e mandar uma gravação com merchandising dos serviços. No mundo bizarro, diante do insucesso das operadoras insistentes de telemarketing, recomenda-se veementemente a substituição de suas vozes ao vivo e à cores por suas vozes gravadas.

Na boa, de vez em quando, eu queria pegar todas as minhas milhas aéreas e comprar uma passagem de ida sem volta para o mundo bizarro. Pelo menos, tenho certeza, lá eu iria comer batata frita e chocolate para manter a forma. E andar na chuva para o cabelo ficar mais liso... Quer saber? O mundo bizarro é a minha Passárgada.



:: postado por Menina de 30 #9:34 PM


Quinta-feira, Julho 07, 2005

PIOR DO QUE MURPHY?!



Depois de muito tempo de conversa com uma sábia oriental, ela me disse que sou pior do que Murphy. Consigo imaginar desfechos muito mais trágicos do que ele para várias situações do dia a dia. Teve uma vez que uma amiga mandou um e-mail desaforado para os chefes, chutando o pau da barraca com muita força, antes de sair de férias. Nesse período nos encontramos e eu disse acho que o e-mail foi tão terrível que eles não vão te deixar entrar no escritório na volta das férias. Um ex-namorado atendeu o telefone com uma voz meio grogue numa certa manhã de dia útil e eu já imaginei que ele tinha se tornado usuário de drogas. Enfim. Muito talento trágico. No caso, tragi-cômico porque a realidade é sempre menos grave do que eu imagino. Graças a deus. Aí, numa mesma semana, eu saio para tomar café no fim da tarde, numa linda panificadora francesa, à luz de velas com alguém. E, na seqüência, recebo dois convites seguidos desse mesmo alguém, digamos assim, que-faz-meu-coração-saltar-várias-batidas-de-uma-vez-só. O primeiro para ir visitar uma chocolateria divina no fim da tarde de ontem. O segundo para ir comer o melhor brownie do mundo, no mesmo horário amanhã. Mas, tive de declinar os dois convites, em vista de problema de incompatibilidade de agenda. Ontem, ele achou engraçado, chegou mesmo a dar risadinha com os compromissos mencionados. Hoje, num tom ligeiramente emputecido, disse que, de repente, combinamos o encontro qualquer dia desses, quando conseguirmos coincidir nossas agendas. Agora me digam: quem mesmo inventou essa história de sabedoria oriental?



:: postado por Menina de 30 #1:30 AM


Terça-feira, Julho 05, 2005

PARA SEMPRE



Cada um tem seu fetiche em relacionamentos. Uns gostam de imaginar que jamais se comprometerão, de modo algum, com outra pessoa. Outros preferem acreditar que o amor precisa ser infinito enquanto durar. E há aqueles que adoram usar a expressão para sempre. Ou sou apenas eu? Desde a vida inteira, adorei pensar que certas pessoas fariam parte da minha história para sempre. Amigos, namorados, parceiros profissionais, enfim, pessoas a quem me afeiçoei de um modo especial. Por alguma razão, precisava acreditar que eles, bons demais para serem de verdade, estariam lá do meu lado o tempo todo. Claro. Coração partido mil vezes. Porque algumas dessas pessoas estiveram comigo de passagem. Ou, por outras palavras, não vieram para ficar. Com o tempo, devo ser sincera, fiquei com medo de dizer para sempre. Parecia que bastava falar, para evaporarem as pessoas que importavam realmente. O tempo passou. Tanta coisa mudou. E, como era de se esperar, aprendi que os relacionamentos verdadeiramente especiais escapam das qualificações. Existem pessoas que, definitivamente, vieram para ficar - e a compreensão desse fato traz um calor tão gostoso para o coração que dizer para sempre perde todo significado e sentido.



:: postado por Menina de 30 #3:50 PM


Domingo, Julho 03, 2005

RAPIDITAS



Dez anos depois, férias escolares voltam a adquirir um significado muito especial. A vida é engraçada.

Uma foto especial pode fazer maravilhas pelo humor de uma pessoa. Ainda mais quando colocada como papel de parede do monitor de trabalho. Ainda mais quando, num momento de inspiração, você manda para outra pessoa, esperando fazê-la enxergar o que todos viram no diabo da foto.

Nada como uma criança (ops, melhor chamar de pré-adolescente, para ela não ficar revoltada) para inspirar ternura infinita no coração de uma tia coruja.

Depois de meia hora de abdominais na sexta (até agora está doendo tossir), fui conhecer uma chocolateria sensacional no domingo (mais um antro da perdição gulosística). A vida pode parecer intrigantemente sem sentido.

O plano é fazer, dessa semana, um período de limpeza cármica, para começar com pé direito planos importantíssimos. Muita força de vontade nessa hora.

Faltam 20 dias para o meu aniversário. Sinceramente, os 31 anos estão mexendo comigo mais do que imaginei.

O menino do dedo verde diz que eu tenho dificuldade para mostrar doçura. Pois eu acho que certas atitudes minhas seriam suficientes para matar de ataque fulminante qualquer diabético. Tudo é uma questão de perspectiva, no fim.

Devo admitir (com um puta medo de depois precisar me arrepender) que esse inferno astral está sendo até tranquilo, viu?



:: postado por Menina de 30 #9:32 PM

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