As aventuras diárias de uma mulher que já chegou aos 30, em cima do salto (do alto de um tamanquinho cor de rosa choque!) e FELIZ DA VIDA. Críticas, sugestões, experiências a compartilhar, receitas de pratos saborosos, por favor, escreva para meninasde30@yahoo.com.br.

Se eu fosse você ia lá olhar as coisas que ele vê quando olha para o céu...

Vou aqui e leio sempre (apesar de nem sempre comentar)...:

A patifariatotal
Balanço de dez em dez
Drops da fal
Enfim
Escrevira
Focando
Garotas que dizem ni
Lucidez embriagada
Mme. Mean
Mafalda Crescida
Megazona
Megeras Magerrimas
Mondo Redondo
Ninguém lê essa porcaria
Não discuto
The Garden
Urdidura

Pelo menos uma vez por dia...:

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MENINAS DE 30



Sexta-feira, Maio 30, 2003

NÃO VAI ROLAR



Há dois meses, tenho feito comigo mesma uma campanha de conscientização. Quero me dar conta (sem margem a qualquer dúvida) que sou uma mulher forte, que acredita em seu próprio potencial e não permite que ninguém - nem nada - puxe o seu tapete. Quero me sentir suficiente, poderosa, feliz, independentemente da interferência de terceiros (inclusive eventuais rolos, namorados, paqueras, etc). E estava conseguindo, efetivamente. Estava conseguindo olhar as pessoas do alto de uma montanha altíssima de segurança, de amor próprio, de auto-confiança. Até que tive a brilhante idéia de ressuscitar, a partir das cinzas, uma paquerinha meio antiga, só para ver no que ia dar...

Tenho que ser sincera: acho o moço uma graça (e, sinceramente, sempre tive a impressão de que é recíproco). Ele é o tipo que me passa uma doçura instantânea. Pode ser bobagem, mas, quando olho para ele, concluo imediatamente que não é do tipo que nos faz penar. Portanto, em uma análise superficial, algumas beijocas (inconseqüentes, descompromissadas, queeeeeeentes) poderiam ser uma opção intrigante.

Só não contava com alguns incidentes de percurso.

As minhas últimas love stories começaram a partir de interesse mútuo instantâneo, se é que isso é possível. Conheci os moços, engatei na prosa e, quando vi, já estava rolando a coisa, de um jeito simplicíssimo. Nada de jogo de conquista, nem armas de sedução - pelo menos, não explicitamente. Foram histórias que simplesmente aconteceram. E me fizeram feliz enquanto duraram.

Parece que, agora, os meus talentos românticos estão sendo colocados a prova. E eu não estou dando conta do recado. Não consigo mostrar para ele que sou uma ótima opção, para qualquer cargo - rolo, amante, namorada, amiga 'colorida'. Estou naquele momento da vida, em que consegui equilibrar de um jeito bacana os extremos: sou dócil sem ser melosa demais; romântica sem ser pata; canalha sem ser insensível; petulante sem ser metida; bem resolvida sem ser complicada. Enfim, valho a pena, afirmação que faço sem qualquer pudor, nem falsa modéstia (convenhamos: esse tipo de comportamento não combina com esses nossos papos, de sinceridade escancarada).

Mas, por infelicidade, só consigo mostrar o meu lado 'mané' (viu? também sei ser autocrítica, sem ser complexada!). Sabe aquelas características que agente passa a vida inteira tentando apagar da nossa personalidade? Pois é. As minhas, pelo jeito, eu não consegui. Ainda paquero como adolescente. Lanço olhares tímidos. Falo meio sorrindo, quando estou perto do moço. Armo um monte de manobras para que isso (encontro) aconteça sempre. Acho sempre que estou dando a maior bandeira. E fico sensível à ação de gente insensível, que me magoa, mesmo sem querer (aparentemente). Enfim: mané, mané, mané.

Talvez, em outra época, continuasse agindo assim até que tudo se definisse. Isto é, até que ele mostrasse se está ou não interessado. Mas, estou vivendo um momento de construção. De auto-construção (muita neologia nessa hora!). Não estou preparada para olhar no espelho e ver uma mané. A minha consciência de mulher-que-faz ainda está meio frágil para sofrer esse golpe. Para minha total surpresa.

Desculpa, moço. Não é nada pessoal. Quem sabe o acaso não faz agente topar (de preferência de frente, com olhos bem abertos) e descobrir (ao mesmo tempo!!!) que seria legal uma sessão de beijinhos e carinhos sem ter fim... Enquanto isso, I'm so sorry, vou precisar de tempo para mim, para ver se descubro um jeito eficaz (e rápido) de mostrar o meu encanto, de conquistar e seduzir como uma mulher poderosa. Uma mulher de 30.

É isso aí, moçada. Não vai rolar. Desci do bonde antes do ponto final. Quem sabe não é mais tranqüilo, por enquanto, viajar a pé? Ufaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa. Muito alívio nessa hora. Não imaginei que precisava tanto fazer isso.

Beijos e agradecimento profundo pela atenção.



Obrigada, Patilda. Por conseguir distinguir, com tanta sensibilidade, os momentos em que está em cena a mulher de 30 e aqueles em que viro a adolescente de 15. E por conseguir ser leal a essas minhas duas metades, de um jeito, inclusive, comovente. Coisas de quem tem 129 anos...


:: postado por Menina de 30 #7:25 PM




MUITA CRIATIVIDADE NESSA HORA



Gente, recebi por e-mail possíveis definições para a palavra TPM e resolvi publicar, pois, pode ser um poderoso auxílio para as amigas de guerra (e seus respectivos homens => olha a linguagem de pedreiro!), naqueles dias de inferno astral mensal...

Definições para a palavra TPM:

- Todos Problemas Misturados.

- Tendências a Pontapés e Murros.

- Temporada Proibida para Machos.

- Toda Paixão Morre.

- Tô P(*) Mesmo.

- Tocou, Perguntou, Morreu.

- Tire a P(*) da Mão!

- Tente no Próximo Mês.

- Tô Pirada Mesmo

- Tempo Para Meditação

- Totalmente Pirada e Maluca

- Tendência Para Matar

- Tenha Paciência, Meu

- Tira as Patas, Moleque



Please, compartilhem outras idéias igualmente originais!

Beijocas e bom findi!!!




:: postado por Menina de 30 #11:04 AM


Quinta-feira, Maio 29, 2003

Resolvi dedicar meu tempo, hoje, à procura da imagem que pudesse representar a postura da mulher de 30... E olha no que deu:

http://www.fortunecity.com/tattooine/leguin/206/mulherm6.jpghttp://www.jardimdeflores.com.br/ERVAS/JPEGS/capuchi1.jpg

Gostaram?

Muita alugação nessa hora.



:: postado por Menina de 30 #5:19 PM




AVENTURA EXOTÉRICA. PARTE III: A VERSÃO DA VANE





Meninas, a Vane escreveu, como havíamos combinado, a sua versão da nossa aventura exotérica, ocorrida na semana passada (para ler desde o início, please, olhar o posts do dia 22 e 23). Ficou um texto delicioso de ler, que não poderia deixar de ser publicado na íntegra!


Quatro amigas, quatro versões para a mesma história. Eu, particularmente, sou o cúmulo do desligamento (o mundo está caindo e eu continuo plantando bananeira) e não sei se me ative a todos os detalhes sensacionais desse evento. Mas mesmo assim vou sacramentar a minha versão para o ocorrido nesta quinta-feira, com o máximo de detalhes e fatos engraçados que a minha memória me permitir contar.

A Pati, a "bloggeira", nos contou que a sua incansável mãe (1) foi a mais uma cartomante, só que essa definitivamente era porreta. Acertou tudo e só faltou dar os números da mega-sena acumulada da semana que vem. Como todas nós estamos em momento de definições, uma ajudinha do além seria muito bem-vinda. Quando a Pati propôs que fôssemos lá, obviamente aceitamos.

Bem, chegando a hora do almoço nós quatro nos encontramos na casa da Tati e fomos procurar a casa da cartomante, que, segundo a mãe da Patrícia, ficava cinco quadras depois do lugar em que Judas perdeu as meias (as botas já tinham ficado mais para a frente). Obviamente a distância é uma das características de toda e qualquer cartomante básica. Se não for longe, não tem graça. Tem que ser bem longe para que nós possamos dizer depois que valeu a pena todo o sacrifício de ir até lá. E a casa deve ser, de preferência, pequena, com cheiro de incenso, umas imagens de santo e uma de um preto-velho (que a gente tem certeza que está nos acompanhando com os olhos) para completar. Aí sim, está toda a aura mística de uma verdadeira vidente.

A primeira característica se confirmou. Após seguir as coordenadas precisas da mãe da Pati (perto de um dos conjuntos Jardim Vergínia - que são 11 - tem uma rua com um nome esquisito. Aí vocês vão reto até não ter mais para onde ir) encontramos a tal da rua que deveríamos seguir até o fim. E efetivamente seguimos até o fim, passando por mansões, favelas, um carro abandonado - que possivelmente tinha dentro o corpo de uma mulher desesperada para ir na cartomante e que não achou o lugar - asfalto e chão batido, uma ponte... O desesperador é que, a certo ponto, os números começavam a regredir: a gente estava no 2.089 e a próxima casa era 1.070. Medo!!! Pensei: gente, numeraram a ruas nos dois sentidos!!!! Nós temos que ir ao nº 3.000 contando de que lado? Chegamos até mesmo a cogitar se não acabaríamos parando na Serra do Mar, embora estivéssemos indo na direção de São Luís do Purunã. Mas, finalmente, encontramos a casa da mulher.

A casa da vidente não tinha imagens de santo ou cheiro de incenso. Era uma casinha simples, sem forro no teto, e uma pessoa dormindo no chão da sala de espera, que também era a sala de visitas da mulher. Enquanto esperávamos, apareceu um gato e a Tati, que tem um quê de São Francisco de Assis, já catou o bichinho. A Pati Y, como dona de casa, olhou para as teias de aranha no teto e um vespeiro no telhado. Pati Blog ficou de olho no cara que estava sendo atendido. Eu, que estou transformando meu Pálio em um Peugeot 206 (2), particularmente olhava o carro da Pati e pensava quantos mini-riscos aquela estrada de pedra teria causado na pintura.

Ficamos decepcionadíssimas porque ela não poderia nos atender, já que teria que ira para Colombo e prestar consulta a uma pessoa muito doente. Nesse momento, meu pior lado veio à tona e pensei; ora, porque uma pessoa que está à beira da morte quer saber do seu futuro? Basta a mulher ligar para ele e falar que uma grande viagem o espera! Meus péssimos pensamentos se dissiparam quando a vidente falou que ia benzer o pobre infeliz. Ganhei mais um ponto na lista do capeta (3).

Na volta, obviamente a frustração imperava, principalmente para a Pati Y, que nunca tinha ido a um desses lugares. Não bastasse toda a aventura e a gasolina gasta, as doidinhas queriam voltar no dia seguinte, 7:00 da manhã lá!!!

A parte curiosa disso tudo é que eu (há 13 anos!!) a Pati e a Tati lemos cartas e mesmo assim fomos para o cafundó do Judas para ver o futuro! Falta de confiança? Teste? Confirmação de tudo aquilo que nós já vimos uma para a outra? Não sei que tipo de estranha sedução esse negócio místico causa em nós - especialmente em mim, que sou efetivamente uma pessoa bastante racional. As coisa não vão acontecer mesmo que a gente não saiba? Claro que vão. Mas o bacana disso tudo é saber se os "astros" estão a favor das coisas que a gente pretende fazer. Saber se o caminho que a gente tomou vai sair onde a gente quer. A gente sabe que constrói o próprio futuro, mas porque não contar com uma confirmaçãozinha divina?

Well, são 21:30 e a Pati acabou de me ligar, dizendo que ela e a Tati vão voltar na mulher amanhã de manhã. Não estou muito animada para acordar às 6:00 e estar lá às 7:00. Mas como é mais forte do que eu, coloquei o relógio para despertar.

(1) Segundo a Pati, a mãe dela conhece todas as cartomantes de Curitiba, e possivelmente mais de 90% das cidades vizinhas. "Com todo o dinheiro que a minha mãe já gastou em cartomantes, ela já poderia ter construído um futuro melhor".

(2) Já atropelei um motoqueiro (ninguém se machucou!) que deixou a frente do meu carro levemente amassada e agora estou tentando achar um elefante para sentar no meu carro. Se não conseguir, vou para o Simba Safari.

(3) Sempre achei que quando a gente faz uma coisa boa, Deus nos dá um pontinho. O mesmo faz o capeta quando a gente faz uma coisa ruim. E é isso o que define se sua alma vai para o Céu ou para o Inferno. Se der empate, você fica um tempinho no purgatório, para aprender o que é bom para a tosse, e depois vai para o Céu. E vai para o Céu porque o Inferno já está muito cheio.




:: postado por Menina de 30 #1:48 PM


Terça-feira, Maio 27, 2003

RAIVA POR TUDO O QUE PODERIA SER E NÃO VAI



Gente, estou descobrindo, a cada dia, o quanto é legal poder falar com vocês, a partir desse mui humilde blog. Passei, hoje, por um momento meio tormentoso, que só me fez ver quão perto estou do fim, em alguns projetos da minha vida. Escrevi esse texto durante uma viagem para Brasília, no espaço de tempo que levou para todos se acomodarem em suas poltronas e o avião decolar. Para vocês verem o quanto eu precisava escrevê-lo...

Nos habituamos, quase sem querer, a fazer "associações" mentais entre coisas diferentes, porque esse é um jeito fácil de guardá-las na memória. Quem, nas vésperas do vestibular, não inventou 1000 frases malucas para fixar, de uma vez, os elementos da tabela periódica? Lembra? O S Se Te Poloneses?

Eu, pessoa com processo mental meio transviado, acabei usando o recurso mnemonico para armazentar sentimentos. Os momentos felizes e tristes da minha vida ficaram marcados, na minha memória, por verdadeiras trilhas sonoras. Ou, então, imagens e sons característicos. "I wanna love you" (é esse o título?) me traz de volta os tempos de irresponsabilidade absoluta do primeiro ano de faculdade. "Nunca" (nem que o mundo caia sobre mim...) faz parte da sonoplastia dos desencantos amorosos.

As decepções mais doídas (aquels causadas por quem eu menos esperava) ficaram associadas à imagem e som de uma peça do cristal mais delicado se espatifando em mil pedacinhos... Consigo ouvir o barulhinho leve que cada pedacinho de cristal faz ao cair no chão. Por aí, acho que dá para imaginar o tempo que levo, para conseguir deglutir cada decepção...

Hoje, infelizmente, fui obrigada a revisitar essa sensação. Me decepcionei por sua causa. Você que nunca vai saber o quanto me magoou e, muito menos, que tinha para mim um significado umuito maior do que nós dois imaginávamos. Cada pessoa tem um papel importante na nossa vida. Umas vêm para ficar. Outras simplesmente passam por ela, sempre deixando algo importante de si mesmas. Você chegou e me encantou, acenando com a possibilidade de me acrescentar tantas coisas bacanas. E agiu desse jeito pequeno, que me faz pensar, instantaneamente, em propaganda pessoal enganosa. Me servia um amigo de verdade e você afastou, definitivamente, todas as chances de que isso venha a acontecer.

Essas são palavras que você nunca vai ouvir. Porque, ironicamente, a vida não quis que eu as pudesse dizer, neste exato momento, quando estou tão precisada de um desabafo. Fique você sabendo, no entanto, que cada sorriso e palavra cordial, de agora em diante, só pode ser interpretado de uma única maneira: NÃO TE PERDÕO POR TER ME FEITO OUVIR NOVAMENTE O BARULHO DE CRISTAL QUEBRANDO.



Perdão pelo desabafo.

Muita paciência com meu estado de ânimo nessa hora.

Beijocas.


:: postado por Menina de 30 #10:16 AM


Sábado, Maio 24, 2003

QUE CACETADA



Meninas, eu vi.

Vi o filme mais bacana dos últimos tempos, daqueles que deixam marcas indeléveis na mente, que ficam ecoando no ouvido indefinidamente, como se fossem um sino. Nada de mistério, pois, estou aparvalhada demais para esse tipo de artifício. O filmaço é Pontes de Madison.

Tive a sorte de vê-lo através dos olhos de uma amiga com sensibilidade ímpar (a quem já prestei minhas homenagens imediatamente após os créditos), que me fizeram ver sutilezas que tornam o filme um deleite - para os olhos, mente e coração...

o porquê da indicação

Estávamos conversando sobre a vida, mais precisamente sobre a possibilidade de eu vir a tomar decisões que podem alterar, para sempre, o curso do meu destino (fiquem tranqüilas: não envolve mudança de sexo, nem concepção de um filho, no melhor estilo montagem independente). E eu perguntei, absolutamente cética, fiquei insistindo que jamais poderia agir daquele modo, sem ter nenhum subsídio ao qual eu pudesse me agarrar, para ter certeza de que estava agindo corretamente. Daí ela me olhou, intrigada, e falou "guria, vou citar a frase de um filme maravilhoso que assisti, "esse é o tipo de certeza que você só tem uma vez na vida".

Sabe quando dá um click na tua cabeça, ao ouvir alguma coisa? Quando toca uma campainha, que faz você se tocar que aquela é uma verdade inelutável? Foi assim que me senti e saí dali disposta a passar na locadora, para pegar o filme. Consegui na primeira tentativa e, hoje, sábado de aleluia (sim, nos últimos tempos, não precisa ser Páscoa, para que eu viva um sábado de aleluia!), resolvi dedicar toda a minha atenção vespertina para ele.


a história do filme em pouquíssimas palavras

Odeio gente que, para emitir uma opinião sobre um filme, conta toda a história, sem perguntar se a outra pessoa quer ou não saber. Por essa razão, vou tentar me ater à idéia geral e pequenos detalhes, absolutamente impossíveis de não serem mencionados.

Após a morte de Francesca Johnson (Meryl Streep), uma proprietária rural do interior do Iowa, seus filhos descobrem, através de diários deixados pela mãe, uma história de amor vivida no passado, quando se ausentaram de casa, por quatro dias, junto com o pai.

O outro protagonista daquela história foi Robert Kincaid (Clint Eastwood), fotógrafo da National Geographic, que estava na cidadezinha de Madison, naquele período, para fazer um trabalho fotográfico com as famosas pontes cobertas, cenário turístico típico da região.

Eles se conhecem casualmente e, a cada frase dita, vão decifrando o significado um do outro, até que, inevitavelmente, "caem em tentação" e acabam se envolvendo...

Robert, solitário inveterado, convida Francesca, mãe de dois filhos e mulher de homem simples com quem é casada há muitos anos, a fugir com ele, para um lugar onde poderiam viver plenamente a história ali iniciada.

Os momentos de reflexão e dúvida vividos por Francesca, para tomar a grande decisão de ir ou ficar, são, indiscutivelmente, a essência mais profunda do filme, sem deixar de lado, é claro, os argumentos usados por Robert, para convencê-la de que partir é efetivamente a decisão mais correta.


pequenos momentos que dizem tudo

Na inesquecível primeira noite de amor, Francesca, fragilizada pelo significado do momento, pede que Robert a leve (figurativamente) para outro lugar do mundo. E ele, sensível da ponta do dedo do pé até a raiz do cabelo, diz que preferia ir até Bari, a pequena cidade do sul da Itália onde Francesca nasceu e se criou, no claro intuito de fazê-la sentir mais segura, menos fragilizada.

No meio de uma crise de dúvidas, sobre o real significado que tinha a história para Robert, Francesca diz temer que seja apenas mais uma no curriculum do fotógrafo experiente, que já esteve em tantos lugares diferentes do mundo. E ele responde que sentia que a vida inteira viajou para chegar até ela.

No fim da discussão a respeito da possível fuga, Robert diz que as pessoas passam a vida inteira esperando para sentirem o que ambos sentiam, às vezes, morrendo sem conseguir. E arremata afirmando que nunca tinha dito isso antes, mas, essa certeza só se tem uma vez na vida.

Nas últimas palavras do diário, Francesca explica à filha por que não havia jamais usado um determinado vestido novamente. Trata-se do vestido que ela usou na primeira noite de amor vivida com Robert. Ela dá a explicação, fazendo um paralelo difícil de não entender: fazer isso seria como usar um vestido de casamento para ir ao cinema.


estou "mexida" de um jeito engraçado

Vocês devem ter percebido que estou vivendo um momento particular. Parte de mim está "com a corda toda", felicíssima por conta das mudanças que estou fazendo na minha vida. Parte de mim está meio jururu, um pouco ansiosa para descobrir o que futuro me reserva, aliás, para começar a viver algumas coisas bacanas que, algo me diz, estão por vir...

Esse filme foi um bálsamo para essa "segunda" parte. Assim que acabei de assistir, a primeira coisa que me veio na cabeça foi "relaxa". Sabe por quê? Me convenci, verdadeiramente, que não vou ter dúvidas, na hora em que essas coisas finalmente caírem de pára-quedas na minha vida. Vou estar tranqüila o suficiente para tomar a decisão certa, inspirada por aquele tipo de certeza que só se pode ter uma vez na vida.

Obrigada, Vane. Tua indicação me garantiu muitas noites bem dormidas daqui para frente. Espero outras.

Beijos e muita certeza para todos.


:: postado por Menina de 30 #7:49 PM


Sexta-feira, Maio 23, 2003

OUTRA VERSÃO (RECOMENDADA) DO DIÁRIO DE UMA AVENTURA ESOTÉRICA



Amigas de guerra,

Tomo a liberdade de encaminhar vocês para o
blog da Tatilda, para ver uma outra versão do diário de uma aventura esotérica, que publiquei ontem. Ficou muito bacana e uma Canalha (o 'c' maiúsculo indica que estou me referindo à congregação - Clube das Canalhas) não pode deixar de prestigiar outra, quando a oportunidade aparece...

Divirtam-se como eu me diverti...

Beijos e mais canalhices para todas.

:: postado por Menina de 30 #2:03 PM


Quinta-feira, Maio 22, 2003

DIÁRIO DE UMA AVENTURA ESOTÉRICA. PARTE I: A FRUSTRAÇÃO



Pelas minhas contas, minha mãe deve ter gasto, com guias espirituais (videntes, mães-de-santo, sortistas, cartomantes, etc), mais do que todos os seus filhos no McDonald's (e olhe que agente é fã número 1 do Cheddar), durante uma vida inteira. Pelo menos uma vez ao mês (eventualmente, com menos freqüência em algum período mais atribulado), ela chega em casa com aquele risinho misterioso, olhando para nós como se soubesse de coisas que não poderíamos nem mesmo pensar, e faz altas reuniões, para desvendar os mistérios, contando para cada um a última versão quentinha do seu próprio destino, saída do forno há pouquíssimo tempo. Eu, por exemplo, já tive a oportunidade de conviver com as seguintes expectativas amorosas (segundo previsões astrológicas "super-antenadas"):

1) casar com um médico 10 anos mais velho, quando eu tinha apenas 19 anos de idade (pensem: até os 25, jamais uma consulta teve o mesmo significado. E o pior: não conseguia marcar consultas com médicAs, afinal de contas, não queria burlar as chances de garantir um excelente partido na minha vida!);

2) ir morar fora depois de casar (essa é uma previsão que se repete. Todas as setas cósmicas apontam neste sentido, até então. As possibilidades são infinitas: pode rolar um príncipe árabe que me veja no aeroporto e decida que não sirvo mais para viver no Brasil, ganhando em reais; pode acontecer de eu pegar um cara tão medonho que precise ir morar em outro lugar, para não pagar mico perante as amigas menos chegadas, etc);

3) me envolver com um cara loiro mais velho, que iria me engravidar e ser um canalha (na pior acepção do termo) comigo (essa foi braba... estive apaixonada, na época da faculdade, por um cara assim e, durante algum tempo, fiquei dividida entre a vontade de me envolver com ele e o medo de as previsões darem certo);

4) casar com um cara mais velho do meio jurídico, que já está de olho em mim há algum tempo (essa é uma pira. O único cara mais velho do meio jurídico com o qual já me relacionei socialmente é um amigo queridíssimo, que se divorciou e começou a namorar meninas duas gerações mais novas do que a minha, ou seja, trata-se de uma opção materialmente impossível).

Em cada fase da minha vida, vivi com essas possibilidade (e outras que esqueci ao longo do tempo). Eram o plano B, as coisas que eu pensava quando a vida real não dava muito certo... enfim, o refúgio. Foi por isso, talvez, que incorporei o hábito da minha mãe (guardadas as devidas proporções, seja dito!) e passei a, de quando em vez, freqüentar esses oráculos esotéricos. E, para ter com quem partilhar o resultado das aventuras, estou sempre tentando aliciar amigas a me acompanharem! É claro que tudo fica mais fácil quando agente conta com amigas iniciadas na arte esotérica, como a Tatilda e a Vanilda (gente, ela odeia esse apelido - o que torna cada vez mais divertido dizê-lo). Costumamos nos auto-denominar charmed (sim, nós somos telespectadoras do Sony), por conta desse nosso elo astrológico... ehehehhehehe.

O trio, acompanhado de mais uma escudeira (a Patilda), foi a mais um oráculo. Todas precisamos de respostas urgentes, em especial no que toca aos HOMENS ("que fazem", é claro). A exceção honrosa caber à Patilda, que vive uma relação (irritantemente - brincadeirinha, flor!) feliz com sua cara-metade e, graças a deus, consegue empregar seu "gás" em empreitadas profissionais mais prazerosas (muita grana nessa hora!!!). Ocorre que a senhôra que atende estava de saída e, portanto, acabamos dando com a cara na porta praticamente, depois de 20km de viagem. Muita frustração!

Resolvemos, então, no caminho, que cada uma vai escrever a sua versão desse encontro amanhã, para publicar neste mesmo bat-local. Combinamos de estar lá às 7 da manhã, para sermos as primeiras a serem atendidas. Então, preparem-se! Provavelmente, depois do almoço, vai estar disponível o diário de bordo de cada uma das passageiras dessa aventura... quem sabe, da próxima vez, agente não se encontra na sala de espera?

até lá. beijocas.


:: postado por Menina de 30 #3:07 PM




CLUBE DAS CANALHAS



Loucura, loucura, loucura. Aqueles que têm acompanhado essas mias idiossincrasias (sabia que, um dia, chegaria o momento de usar essa palavra de um jeito tão gracioso!) diárias já sabem que essa expressão tem um significado peculiar: essa minha vidinha sofreu mudanças - surpreendentes, inesperadas e bem aceitas. Foi o que rolou neste findi (= fim de semana)... Resolvi mudar um pouquinho o meu lay-out e fui no cabelereiro. Resultado: as mechas originalmente cor de cobre ficaram loiras, aliás, em português cult, louríssimas. Estou começando a entender as conseqüências inevitáveis deste fato. O meu jeito de olhar mudou... sobretudo em relação aos moçoilos. Sinto estar enviando exatamente a mensagem que gostaria: "Gostou? Aproxime-se, faça-me ver se você é interessante e vale a pena. Please, jogue todas as suas cartas na mesa - não tenho tempo a perder com blefes e apostas inúteis. Está passando por uma fase de problemas, quer entrar numas de ermitão sentimental? Mantenha-se distante, pois, 'só quero saber do que pode dar certo'. Não gostou? Hellooooooooooooo. Caminha logo, moço, pois, tem gente na fila".

Ehehehehehe.

Estou aqui dando risada, pensando que, agora, mais do que nunca, estou preparada para promover a cerimônia de inauguração e, posteriormente, assumir a presidência vitalícia do Clube das Canalhas. Trata-se de um movimento avant gard, que tem por objetivo promover um trabalho de conscientização das mulheres, tornando-as cada vez mais preparadas para agirem, em seu dia a dia, como autênticas canalhas, prontas, portanto, para lidar com qualquer tipo de situação vexatória amorosa. Parece necessário, antes de mais nada, esclarecer o significado (aparentemente óbvio) desse termo delicioso. Segundo o Aurélio, canalha = 1. gente vil, reles, infame, ralé. 2. Pessoa vil, infame, reles, velhaco". Na minha modesta opinião, essas são algumas facetas do termo. As mais importantes, talvez, ainda devam ser adicionadas no dicionário, para orientação, inclusive, da nova geração. Vamos a elas...

Ser canalha é um estado de espírito sublime, no qual você tem plena consciência de que é o centro do universo e nenhum ser do sexo masculino tem o direito de querer te convencer do contrário. Imaginei algumas situações nas quais poderíamos colocar em prática esse dogma, de um modo que nos tornaria autênticas sócias fundadoras do Clube das Canalhas:

1) NUNCA diga que "foi bom para você", se foi uma droga. Na medida do possível, faça ele entender que você não se divertiu. Um olhar interrogativo do tipo "já acabou?" pode ser suficientemente eloqüente.

2) NUNCA seja compreensiva se o moço (perdoem-me a vulgaridade, que poderia até me impedir de trabalhar no setor da construção!) brochar. Seja intolerante e implacável, como só eles conseguem ser com "barriguinha" e "celulite". Na medida do possível, tente causar algum trauma nesse rapaz, para que a crista dele esteja mais baixa, quando for se envolver com a próxima (sua companheira de guerra!).

3) NUNCA, absolutamente NUNCA, dispute um rapaz com outra Canalha. Na medida do possível, abra mão dele, do jeito mais escancarado, a fim de que ele perceba quão pouco importante era no teu esquema básico de vida. Com sorte, as duas Canalhas desistirão do moçoilo e ele passará a ter, dali por diante, uma nova concepção sobre monogamia e fidelidade.

4) SEMPRE peça o telefone de caras que não te interessaram, fingindo que ele é um semi-deus. Na medida do possível, nunca ligue. E, se conseguir, ligue um dia por engano, dizendo que acionou equivocadamente a tua secretária eletrônica.

5) NUNCA pague uma conta. Isso vale para cinema, jantar, pipoca, sorvete, motel, etc. Na medida do possível, ressalte que o teu ex (o homem mais bem dotado que já passou pela tua vida) tinha idéias super machistas e não te permitia, jamais, levar mais do que a identidade, nos encontros de vocês.

6) SEMPRE faça uma cara de surpresa quando vir o moço despido pela primeira vez e sussurre um "nossaaaaaaaaaaaa" em tom quase inaudível, sem esclarecer se estar surpreendida positivamente ou negativamente. Use isso em seu favor quando achar conveniente. Quando ele estiver na dúvida se te compra um anel de brilhantes ou diamantes, quando você descobrir que ele te traiu. Na medida do possível, espalhe boatos e, SEMPRE, proceda ao registro da ocorrência no posto mais próximo do Clube, para prevenir (e eventualmente ensinar outros métodos) outras Canalhas.

7) SEMPRE finja que não está reconhecendo a voz do moço ao telefone, ainda que vocês tenham estado juntos nas últimas 120 horas e ele tenha passado 1/5 desse tempo falando coisas bacanas a 5 mm de distância do teu ouvido.

8) Tenha SEMPRE uma camisinha na carteira e ofereça ao moço, na primeira vez que vocês forem chegar aos 'finalmentes'. Na medida do possível, esclareça que uma mulher moderna está preparada para qualquer eventualidade.

9) SEMPRE olhe para um cara interessante como se ele pudesse ser o "homem da tua vida"... Ainda que você esteja vivendo um relacionamento estável a algum tempo. Na medida do possível, faça com que ambos estejam cientes de tais fatos. Isto é: comente com o teu atual que viu um cara muiiiiiiiiiiiito interessante na fila dos carros (em tom de deboche) e comente com a possível-tampa-da-tua-panela que, se não estivesse vivendo um relacionamento estável (atualmente em crise - não importa se vocês acabaram de noivar), iria pedir o telefone dele (use um tom sério, como se essa fosse a coisa mais difícil do mundo de admitir).

10) Atente SEMPRE para a diferença entre os homens que valem e aqueles que não valem a pena. Somente alguns dos mandamentos supramencionados podem ser usados no primeiro caso.

11) COMPARTILHE SEMPRE suas canalhices e sugestões com suas colegas de Clube, para que elas possam coloca-las em prática assim que puderem.



Gente, na boa, esse jeito de pensar poderia virar uma corrente filosófica legal. Ehehehehehe. Imagine que bacana, no primeiro encontro, advertir ao pretenso candidato que você comunga desse jeito pensar e foi homenageada, na última assembléia do clube, com o título de sócia honorária...

Conto com a ajuda das minhas amigas canalhas (na melhor acepção do termo), para aumentar essa lista de mandamentos. Acho que não posso deixar de pedir um help especial para a Márcia e a Gê, que apesar de estarem vivendo histórias com homens-que-fazem (a interpretação faz parte da questão!!!), têm em sua personalidade aquele tracinho debochado que caracterizam o jeito canalha de ser.

Beijo e muitas canalhices para todas.


:: postado por Menina de 30 #11:27 AM


Sexta-feira, Maio 16, 2003

CONVITE



Oiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii. Resolvi dar uma de joão-sem-braço (ou, como diria o Thales, johny no arms) e publicar, mais uma vez, um encaminhado que recebi e achei simples e bacana (Renatinha, amiga, continue mandando essas coisas legais!). A mensagem não poderia ser mais clara, mas, mesmo assim, resolvi pitacar (peço vênia à
perolada para usar esse termo tão eloqüente)...

Eis o texto encaminhado:


Sherlock Holmes e Dr.Watson vão acampar.

Montam a barraca e, depois de uma boa refeição e uma garrafa de vinho, deitam-se para dormir.

Algumas horas depois, Holmes acorda e cutuca seu fiel amigo:
- Meu caro Watson, olhe para cima e diga-me o que vê.

Watson, ainda acordando, responde:
- Vejo milhares e milhares de estrelas.

Holmes, então, pergunta:
- E o que isso significa?

Watson pondera por um minuto, depois enumera:
1. Astronomicamente, significa que há milhares e milhares de galáxias e, potencialmente, bilhões de planetas.
2. Astrologicamente, observo que Saturno está em Leão e teremos um dia de sorte.
3. Temporalmente, deduzo que são aproximadamente 03h15min pela altura em que se encontra a Estrela Polar.
4. Teologicamente, posso ver que Deus é todo poderoso e somos pequenos e insignificantes.
5. Meteorologicamente, suspeito que teremos um lindo dia. Correto ?

Holmes fica um minuto em silêncio e brada:
- Watson, seu idiota! Significa que alguém roubou nossa barraca!!!

'A VIDA É SIMPLES. NÓS É QUE A COMPLICAMOS'



Na boa, sem querer entrar em discussão filosófica sem fim, acho que a moral da história é outra: O ÓBVIO TEM PODER PARALISANTE, na maior parte das situações. Se a calça está mais apertada, o mais provável é que você tenha engordado (primeiro se pese, antes de culpar a tua máquina de lava-roupas ou o tintureiro). Se as pessoas estão na defensiva com você, muito provavelmente você tem estado numa maré de agressividade (ou seja, não é o stress que as tem deixado assim). Se, de uma hora para outra, o teu salário não dá para nada, talvez você esteja vivendo um padrão de vida que não é condizente com ele (essa vai para as amigas de guerra que entram em depressão dois meses depois de receber um aumento). Se as pessoas não agem com transparência, muito provavelmente estão agindo desonestamente ("o segredo é a alma do negócio" é um lema que somente pode ser justificado para empresas que trabalham com marcas e patentes industriais e/ou agências de espionagem internacional). Se a tua história de amor esfriou violentamente (e, a cada dia, te faz sofrer uma pequena ou grande decepção), muito provavelmente chegou a hora de virar a página.

Quantas vezes agente não fica inventando histórias para si mesma, para contornar essas conclusões óbvias? Eu perdi as contas das vezes em que agi assim. E, também, lembro do sem-número de situações em que amigas super-racionais, com idade mental e emocional de 129 anos* (viu, Patilda, lembrei de você!!!), agiram do mesmo jeito. Tudo porque (olha o clichê) a verdade efetivamente dói e é trabalhosa. Admitir certas coisas, significa admitir, por tabela, a necessidade de dar uma guinada na situação, de agir para que as elas mudem, porque nenhum ser humano, em estado mental perfeito, prefere optar conscientemente por sofrer. Acho que, por mais bem resolvida que você seja, em alguns aspectos da tua vida, acaba se acomodando, fingindo que não vê ou não sente certas coisas. Isso é natural, imagino. O duro é que, em determinadas situações, ficar passiva pode estagnar o teu crescimento. Seja profissional, seja amoroso, seja intelectual. E isso pode ser muito mais doloroso do que fazer algo para mudar. Quando as coisas chegam nesse ponto, você precisa concentrar todos os teus esforços nessa empreitada, inclusive, se for o caso, procurando ajuda externa (como, por exemplo, a de um terapeuta, de um grupo de ajuda, como o Vigilantes do Peso, etc).

Tenho perfeita noção de que esse papo pode estar parecendo para você aquela coisa de livro de auto-ajuda ou aqueles artigos de revista feminina que pensam poder mudar a tua vida em três páginas. Vou correr o risco. Passei tempo demais convivendo e lutando (com poucas armas) com o óbvio. Neste exato momento da minha vida, depois de ter resolvido encarar de frente determinadas questões, sinto que estou mais feliz pelo simples fato de ter acordado. Quem sabe, se você já começou a questionar alguma coisa que te incomoda, não vai encontrar a forcinha que faltava para tentar superá-la? Yes. Chame-me de pretenciosa. O risco de ser criticada é compensado pela simples possibilidade de ter dado um empurrãozinho para quem realmente precisava. Por todas essas razões, quero te fazer um convite:

HOJE, ANTES DE DORMIR, REFLITA SOBRE AQUELA COISINHA (OU COISONA) QUE TEM TE INCOMODADO HÁ ALGUM TEMPO. APROVEITE O EMPENHO E PENSE TAMBÉM POR QUE VOCÊ NÃO FEZ NADA PARA MUDÁ-LA. SE CONSEGUIR, PLEASE, NÃO PERCA A CHANCE DE PENSAR NA SOLUÇÃO. E COMPARTILHE, PORQUE ESSA MULHER DE 30 (QUASE) VAI GANHAR O DIA SE SOUBER.

Beijos e muita paciência comigo nesta hora (sim, mulheres de 30, como todas as outras, perdem o controle sobre o que dizem, alguma vez na vida)

* A primeira pessoa a dizer que a Patilda parece ter essa idade (apesar de só contar com 24 aninhos e ter a audácia de dizer isso com a cara mais lavada do mundo!!!) foi a Vive. Se, na próxima encarnação, você estudar Direito, vai entender que tipo de deformação mental isso pode causar nas pessoas. Quer ver um exemplo? Não conseguir escrever ou falar qualquer coisa sem citar a referência, com medo de ser acusada de plágio. A Vive, com certeza, não me acusaria... Eventualmente, entraríamos em um acordo quanto aos royalties (ehehehehe). Mas, não custa nada prestigiar a dona da sacada, né?

:: postado por Menina de 30 #1:45 PM


Quinta-feira, Maio 15, 2003

PABLO NERUDA FOREVER



Moçada, esse poema é para quem está na UTI da vida, extremamente necessitado de um procedimento de urgência, para o coração continuar batendo e a mente sonhando.

Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto, quem não muda de marca, não arrisca vestir uma cor nova e não fala com quem não conhece.

Morre lentamente quem faz da televisão seu guru.

Morre lentamente quem evita a paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pingos sobre os ¿is¿ a um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam os brilhos dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações a tropeços e sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente quem destrói o seu amor próprio, quem não se deseja ajudar.

Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se do azar ou da chuva incessante.

Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de inicia-lo, não perguntando de um assunto que desconhece
ou não respondendo quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em suaves cotas, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o simples feito de respirar.

Somente a ardente paciência fará com que conquistemos uma plena felicidade.


Beijos e muita vida para todos.

:: postado por Menina de 30 #11:43 AM




PARA O PINO



No texto que publiquei ontem, tem dois trechos que ficaram martelando na minha cabeça a noite inteira. São aqueles que dizem que toda mulher tem que ter um velho amor que ela pudesse recordar (e alguém que lembrasse dela como uma pessoa especial) e um passado interessante que a permita revivê-lo quando for mais velha. Parece que foram escritos para mim. Para descrever o modo como eu me sinto em relação ao Pino...

Foi com ele que vivi a história de amor mais duradoura e séria da minha vida. Ele chegou em um momento no qual estava meio descrente das coisas e me sentindo mais perdida do que nunca. Estava vivendo em outro país, longe pela primeira vez da barra da saia da minha mãe, aprendendo a viver como gente grande... E, além de todas essas adversidades, tive de enfrentar a perda de quem tinha me inspirado a viver essa grande aventura. Acho que "perdida" é uma palavra muito branda para descrever o que estava sentindo. Na verdade, estava absolutamente desnorteada. E o Pino apareceu.

Ele me cortejou à moda antiga. Ligou todos os dias desde aquele em que nos conhecemos. Lembrava de tudo o que eu havia dito no primeiro encontro, desde a mania de ir ao cinema e viajar, até a vontade de comer comida brasileira (depois de tanto tempo à base de massas e molhos). E vivia fazendo convites para me agradar. Dizia que queria me levar ao cinema, para dar passeios longos de domingo, para comer em restaurantes brasileiros (e reviver o gostinho de estar em casa)... Enfim, ele mostrou de todos os modos seu interesse por mim. Durante algum tempo, eu resisti (porque não conseguia deixar de comparar ele com o ex), mas, depois, cedi. Nunca senti tanto alívio na minha vida.

Em nosso primeiro encontro, ele me levou um buquê de flores do campo, inocente e casto como o primeiro beijo que me deu na porta de casa e todos os outros que se seguiram. E fez mais: fez com que eu sentisse estar pisando em terra firme, pela primeira vez em tanto tempo. Nenhum outro homem, antes ou depois, me tratou com aquele jeitinho de quem quer me pegar no colo e curar todas as minhas feridas. E ele quase conseguiu. Pena que, naquela época, eu ainda não estava preparada para ser amada daquele jeito. Nem para fazer as concessões que todo relacionamento (amoroso ou não) impõe. Ignorei todas as coisas legais que ele podia dar (e deu, durante tanto tempo) e me concentrei nas diferenças, como se elas não fossem uma coisa natural de qualquer história, como se o desafio não fosse, justamente, aprender a viver harmoniosamente, apesar de algumas diferenças.

Pensando na vida em comum que agente chegou a ter, durante alguns meses, sinto uma sensação de calor gostosa no coração. Sabe aquele pijama usado que te faz sentir no lugar mais confortável do mundo? É assim que me sinto em relação a ele. Basta falar, basta pensar, basta ouvir ele me chamando de Pina com um jeito doce (como se adivinhasse as dúvidas que sinto ao lembrar de como terminou a nossa história) e fico assim, como estou hoje. Perguntando a mim mesma se ele é alguém que deixei para trás ou um passado bacana que posso reviver, agora que estou pronta para amar do jeito que sempre quis ser amada.

Pinuccio, espero que os meus pensamentos voem com a velocidade de um raio e toquem o teu coração do mesmo jeitinho que o meu está agora. Ainda que isso não aconteça, obrigada, pelos tantos momentos gostosos de lembrar...


SIM. MULHERES DE TRINTA TÊM OS SEUS MOMENTOS NOSTÁLGICOS. E DE DÚVIDA INTENSA. AFINAL, CERTEZA DEMAIS PODE ATRAPALHAR.


Mais beijos.


:: postado por Menina de 30 #11:13 AM


Quarta-feira, Maio 14, 2003

ITENS BÁSICOS NA VIDA DE QUALQUER MULHER



Quem é vivo seeeeeeeeeeeeeeeempre aparece.

Recebi de uma amiga queridíssima, a Renatinha (que, mesmo estando tão longe, vive aqui pertinho, dentro do coração), uma mensagem encaminhada, que fala das coisas "'básicaaaaaaas" que uma mulher deve ter e saber. Achei que tem tudo a ver com o espírito das coisas que tenho escrito e resolvi reproduzir. Com pequenas anotações de cunho pessoal, é claro, para a moçada não ficar pensando que tô querendo fazer corpo mole...

Gente, na boa, estava morreeeeeendo de vontade de escrever, mas, foi engolida pelo cotidiano e acabei só conseguindo fazer isso hoje. Inspirada, inclusive, pelo novo blog de outra amiga queridíssima, a Tati, que recomendo a todos. Visitem-no:
www.perolada.blogger.com.br. O nome já diz tudo. Do blog e da autora. O primeiro vocês vão constatar. O segundo vai ficar mais fácil de ver com uma breve (e indispensável) explicação. A Tati é daquele tipo de pessoa que brilha de dentro para fora, gente florescente que faz bem para quem tá perto. Ela tem um estoque permanente de coisas interessantes para dizer, mantido a partir de horas de leitura (e navegação por sites que só ela consegue achar!), que enriquece qualquer papinho básico - seja na mesa de um boteco, seja em um jantar francês regado a Veuve Clicquot. Ela vai numa livraria megastore para circular no fim de semana, a fim de alimentar a lista de livros que ela pretende comprar e ler, movida por uma curiosidade infantil (que contagia, eu garanto, todos os que estão perto). Sem falar, é claro, no brilho removível, que ela usa de um jeito inimitável. Se você um dia encontrá-la na rua, sem aquela super-poderosa maquiagem (no melhor estilo podem-olhar-é-isso-aí-eu-brilho-mesmo) e os aparatos "bijuterísticos" característicos, por favor, seja delicado, pois, certamente, ela está no meio de uma séria crise de sonambulismo (e qualquer abordagem brusca pode deixar seqüelas complicadíssimas). Enfim, a Tati é a Tati. Ela é uma história a parte, que mereceria posts e posts. Amiga, continue assim. Vamos todas chegar lá, afinal, 2003 é novo formato e novo sabor.

Vamos, então, àqueles itens básicos...

TODA MULHER DEVERIA TER...

... um velho amor que ela pudesse recordar... e alguém que lembrasse dela como uma pessoa especial...

... dinheiro próprio para poder ter um lugar só dela ... mesmo se ela nunca quiser ou precisar ir até lá...

... uma roupa perfeita para usar se o chefe ou namorado pedir que ela esteja pronta em uma hora...

amigas de guerra, vocês sabem que, dependendo do chefe e dependendo do homem, agente tem que ficar pronta em 10 minutos, porque a oportunidade pode ser boa demaisssssssssssssssss para perder! muita pressa nessa hora!

... uma juventude que ela tenha deixado para trás com satisfação...

... um passado interessante que a permita revivê-lo quando for mais velha...

... a percepção de que ela realmente terá uma velhice com algum dinheiro guardado...

... um jogo de chaves de fenda, uma furadeira e um sutiã preto de renda...

esse comentário é praticamente uma frase de guerra: PEITO É TUDO! se você ainda não teve a oportunidade de constatar, não perca tempo... passe a usar o seu melhor aliado!!!

... uma amiga que a faça sorrir... e outra que a permita chorar...

eu queria mandar um beijo para a minha mãe, para o meu pai, toda a minha família e para a Renatinha e a Ana Paulinha, que, junto com tantas outras amigas, cabem tão bem nessa definição

... um lindo móvel que não tenha sido herdado de ninguém da família...

na concepção técnico-jurídica, carro é bem móvel, portanto, se você tem aquele bichinho que te dá uma sensação de segurança gigantesca e te leva para tudo quanto é lugar, sinta-se realizada

... oito pratos iguais, copos altos de vinho e uma receita que faça com que seus convidados sintam-se honrados...

cebolinhas douradas é o bichooooooooooooooooooooooooo. juro que vou escrever um post só com essa receita!

... um recomeço que não seja desrespeitado...

... uma sensação de controle sobre seu destino...

tem coisa mais básica do que essa? precisava mesmo falar?

... cuidado com a pele e com o corpo para contrabalançar os outros poucos aspectos da vida que não melhoram após os trinta...

mulherada, correção necessária, por gentileza: pouquíssimos aspectos. não me canso de dizer: aos trinta, só não vai dar certo, se você não quiser que isto aconteça

... uma carreira sólida, um bom relacionamento e tantos outros aspectos que melhoram após os trinta...

inevitável: MUITÍSSIMOS OUTROS ASPECTOS QUE MELHORAM APÓS OS TRINTA. faz favor!


TODA MULHER DEVERIA SABER...

... como se apaixonar sem se perder...

... como ela se sente com filhos...

... como sair de um emprego, terminar um romance e discutir com uma amiga, sem destruir o relacionamento...

... quando investir ... e quando desistir...

se essa noção é particularmente difícil para você, no campo amoroso, talvez tenha chegado a hora de você ler "MULHERES QUE AMAM DEMAIS"... sinceramente? um dos melhores livros dos últimos tempos. permita-se. prometo que vai valer a pena.

... como pedir o que quer de maneira que irá conseguir...

... que ela não pode mudar o comportamento de suas panturrilhas, a largura dos seus quadris e nem o temperamento de seus pais...

essa é batida, mas, tem de ser repetida: o importante não é o que fazem de você, mas, o que você faz do que fazem com você.

... que sua infância pode não ter sido perfeita... mas já passou...

... o que ela faria ou não por amor...

alerta máximo! extremo cuidado! muita calma nessa hora... quando aparece a pessoa certa (nem que seja para aquele momento), as coisas dão certo. se não der, não interprete como um sinal de que você precisa aprender a lidar com desafios. simplesmente, não tem de ser. faça a fila andar. provavelmente, o próximo vai fazer melhor para você. e para a tua vida.

... como viver sozinha... mesmo que não goste...

... em quem pode confiar, em quem não confiar e porque ela não pode resolver tudo pessoalmente...

... onde ir... ficar com sua melhor amiga na mesa da cozinha... ou em uma pousada na floresta... quando sua alma precisa se acalmar...

... o que ela pode ou não realizar em um dia... um mês... e um ano.

ou em uma vida. li essa frase e lembrei, quase que instintivamente, de um amor louco, apaixonado, vivido há mais de 4 anos. a história mais marcante de toda a minha vida. só consegui seguir adiante pensando que, com certeza, na próxima (vida), vai dar certo. não estávamos prontos para tudo aquilo em caráter tão imediato. que pira, né?


Gente, tenho tantas outras coisas para falar. Estou transbordante. Prometo que volto amanhã. Logo cedo.


BEIJOS E BEIJOS,




:: postado por Menina de 30 #7:09 PM


Quinta-feira, Maio 08, 2003

AVENTURA DE HOJE: REENCONTRAR O EX-NAMORADO E FAZER ELE VER QUE VOCÊ ESTÁ MUITO BEM, OBRIGADA.



Muiiiiiiiiiito bacana. Há dois meses, estava num processo avançado de dízima pociódica*. Estava assim arrasada (ou, como dizem os italianos, 'rincoglionita' - não me perguntem o conceito exato, porque, até hoje, só entendi o sentido geral do termo). Vivia uma relação que tinha sofrido uma transformação abominável - no início era um conto de fadas moderno, no final virou uma história insípida, que não conseguia esquentar meu coração (de tão morna que estava). Que dureza ver uma história bacana definhando a cada dia, como se fosse uma plantinha daquelas viçosas que vai amarelando, até as folhas caírem.

Pois bem.

Aos trancos e barrancos, consegui encerrar a situação. Dei um ultimato no moço e ele demonstrou dúvida, quando só me servia a certeza. Acabei e me acabei um pouco. O duro desse tipo de situação, todos nós sabemos, é o dia seguinte, quando você acorda sem saber que sonho sonhar. E o pior: como fazer para driblar aqueles "cacos de sonhos" (permitam-me citar essa expressão única, tirada de OS CARBONARAS) que magoam continuamente...


Quando agente sofre uma decepção aos 15 anos, apesar de parecer que o mundo vai acabar, o tempo de recuperação é muito menor e as seqüelas levíssimas. Aos quase 30, a coisa é (injustamente) diferente. Você já sabe o que quer de um relacionamento amoroso e já descobriu o máximo de suas potencialidades. Ou seja, está pronta para dar o teu melhor ao escolhido. E efetivamente o faz. Nessa época da tua vida, você está cansada de joguinhos de amor e está, portanto, pronta para vivê-lo plenamente. Que loucura poder dar tanto e descobrir que a suposta cara metade não merece tudo isso. Aliás, que frustrante. A indagação óbvia seria, então, a seguinte: como fazer para virar a mesa?

Tenho certeza que cada um tem uma resposta específica para esta pergunta. Uns vão dizer que a solução é levar uma vida mais zen, enquanto outros, indiscutivelmente, vão falar que o negócio é virar workaholic. Eu digo que a solução pode ser mais simples do que parece. Agente consegue se sentir feliz quando deixa de esperar que outra pessoa se desincumba dessa tarefa. E mais: quando paramos de adiar a felicidade, todos os dias, para o dia subseqüente. A felicidade é feita, efetivamente, de pequenos momentos de prazer, portanto, exige empenho contínuo - 24 horas por dia. Pensar desse jeito, para mim, tem funcionado. Repensei todos os hábitos mais importantes da minha rotina, para tentar encontrar o jeito mais prazeroso de fazê-los. Em outras palavras, resolvi fazer um investimento seguro: estou apostando todas as minhas fichas em mim mesma. Terapia, dieta, curso de culinária, curso de maquiagem, novos planos profissionais... E MUITA VIDA SOCIAL COM AMIGOS QUE VALEM A PENA.

O f. (perdoem-me o pudor) é descobrir que as coisas legais só acontecem quando você já está legal, está de bem com você mesma. Parece até que a felicidade tem efeito dominó nas nossas vidas - quando uma coisa dá certo, as outras vão acontecendo na seqüência, até formar um todo harmonioso.

Viajei, né? Mil perdões. Quem está de bem com o universo entende que a felicidade tem de ser cantada em prosa e verso. Especialmente quando o ex te liga e você consegue mostrar para ele o quanto ele perdeu. É isso aí. O gostinho frio da vingança também tem sua conotação prazerosa.

Beijos e beijos.


* Esse conceito muito bacana foi criado pela Vane, uma amiga que protesta pelos direitos de registro da patente e a quem presto minhas homenagens neste momento. Trata-se de uma analogia - evidente! - com a dízima periódica, que não tem fim. Quando tua vida vira uma dízima pociódica, você vai descobrindo que há vários níveis abaixo do "fundo do poço", que você nunca está tão mal que não consiga ficar pior. Como diria a Vane, de um jeito impossível de não entender, a sensação é a de chegar no fundo do poço e descobrir, pouco depois, que lá tem um porão... Tô achando que vamos precisar encontrar um equivalente para o processo inverso: quando você vai subindo e descobre que tem sempre uma portinha que vai dar no sótão. Vane, help.


:: postado por Menina de 30 #6:42 PM


Terça-feira, Maio 06, 2003

O QUE PENSA ESTA MULHER DE 30



Um belo dia acordamos e descobrimos que estamos quase chegando lá. Loucura, loucura, loucura. Os 30 anos estão cada vez mais próximos e vêm sem manual de instrução, para desespero da maioria das usuárias. O que fazer, então? Antes de mais nada, muiiiiiiiiiiiiita calma nessa hora!. Não se desespere, por mais feia que pareça a situação, você está passando por uma fase de transição bem importante, que vai lhe tornar uma pessoa com P maiúsculo.

Aos 30 anos, é hora de mudar sua vida. É hora de pegar - de uma vez por todas - as rédeas do seu destino e assumir a responsabilidade de se fazer feliz. Abra a lixeira e jogue, dentro dela, tudo aquilo que não presta: histórias de amor que te fazem sentir carente; arrependimentos pelas coisas que fez; relacionamento social com gente que não tem nada a ver com você; roupas (supostamente fashion) que não favorecem o seu tipo físico, etc. Porque, quando chega esse momento, você tem de perceber que:

1) relacionamentos amorosos têm a função de completar (somar, multiplicar), portanto, jamais podem ser ínsipidos, mornos, sem graça. E o mais importante: não tem a menor graça sentir-se sozinho do lado de alguém;

2) somente valem a pena os arrependimentos relativos às coisas que você deixou de fazer, porque, agora, poderosa como nunca, você vai conseguir fazê-las (se ainda te interessarem);

3) todos os momentos da tua vida são preciosos e, portanto, devem ser vividos como verdadeiras celebrações. Quer coisa mais chata do que conviver com pessoas que não te acrescentam nada?;

4) para ser bonita, você tem de valorizar o seu corpo e não o corpo que o mundo fashion acha legal.

Todas essas coisas lhe causam dúvidas? Você ainda acha que é melhor estar mal acompanhado do que sozinho? Ainda pensa que tem de agradar quem não lhe agrada? Então, te faço um convite. Venha, leia nossas "aventuras" diárias, permita-se repensar o seu jeito de pensar. Mais: permita que conheçamos o seu jeito de pensar (mulheres de 30 estão sempre dispostas a incorporar, no seu dia dia, novas filosofias de vida!). Talvez, assim, você venha a sentir um pouco da leveza que tem sido a nota principal de nossa vida, nos últimos meses. Seja bem vindo, sempre.

Muito prazer,


MENINAS DE 30.


:: postado por Menina de 30 #5:13 PM

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